segunda-feira, 14 de junho de 2010

Etanol pode contribuir para redução de CO2



A melhoria do Mecanismo de Desempenho Limpo (MDL) foi um dos temas abordados, durante o Seminário Pós - COP 15: A Política Nacional de Mudanças Climáticas, pelo diretor executivo da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão. Para ele, é extremamente importante o uso do etanol e da co-geração para contribuir com a redução de CO2. “Os países devem firmar metas de redução e mecanismos que incentivem a utilização da energia renovável. Ainda existem barreiras para a comercialização do etanol porque as tarifas impostas pelos Estados Unidos e Europa são altas demais. Enquanto que o Petróleo, que é um combustível fóssil e não renovável, circula livremente”, contou.
Nos Estados Unidos, a taxa é de R$ 0,04 pelo litro da commodity e na Europa, US$ 0,19. Cerca de 12 países produzem petróleo e mais de 100 cultivam cana. Se o mercado for estimulado, esses 100 países podem produzir etanol e desenvolver o setor agrícola. O diretor acrescentou que o etanol reduz em 90% a emissão de CO2. Desde a criação do Proálcool, o País deixou de emitir 600 milhões de toneladas de gás carbônico. O setor representa 16% da matriz energética brasileira (com a produção do etanol e da energia de biomassa).
O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, ministrou palestra com sugestões para solucionar problemas como o desmatamento, o acúmulo de lixo industrial, e o manejo inadequado do solo. “Além disso, precisamos substituir o combustível fóssil por energia limpa como a eólica, solar e de biomassa. Outro aspecto é a necessidade de melhorar a qualidade do diesel nacional em função dos altos teores de enxofre. O Brasil está na vanguarda porque tem a Lei 12.187/09 sobre política nacional de mudança climática, mas é preciso que todos estejam empenhados para preservar o meio ambiente”, enfatizou Cunha.


Os países que mais emitem dióxido de carbono (CO²) poluidor:


1 - Estados Unidos - 24.3 %

2 - China - 14.5 %

3 - Rússia - 5.9 %

4 - Índia - 5.1 %

5 - Japão - 5.0 %

6 - Alemanha - 3.3 %

7 - Reino Unido - 2.3 %

8 - Canadá - 2.1 %

9 - Coréia do Sul - 1.8 %

10 - Itália - 1.8 %


O Brasil ocupa o 17º lugar no ranking da emissão de carbono, contribuindo com 1,3% da emissão total.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE AS EMISSÕES DE CO2


A concentração de CO2 atmosférico aumentou 31% nos últimos 250 anos (figura abaixo), atingindo, provavelmente, o nível mais alto dos últimos 20 milhões de anos. Os valores tendem a aumentar significativamente se as fontes emissoras de gases de efeito estufa não forem controladas, como a queima de combustíveis fósseis e a produção de cimento, responsáveis pela produção de cerca de 75% destes gases. A mudança no uso da terra, como o desmatamento, também tem significativa contribuição (25%).

co2 na atmosfera

O aquecimento global, decorrente da emissão de gases de efeito estufa (GEE) por fontes antrópicas, é algo que tem trazido grande preocupação à sociedade moderna, principalmente dentro de cenários que configuram demanda crescente de energia, em maior parte de natureza não-renovável, decorrente principalmente do crescimento populacional. Mudanças climáticas podem resultar em externalidades negativas de diversa sorte às gerações futuras.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novas Tecnologias Prometem a Reutilização de CO2




Pensando no CO2 como uma matéria-prima e não apenas como um resíduo, empresas desenvolvem processos que o tornam um elemento útil para a produção de biomassa, a fabricação de materiais de construção e até para a extração de petróleo.



As primeiras idéias que surgiram para solucionar o problema das emissões de dióxido de carbono (CO2) foram do tipo: vamos enterrar esse “lixo” o mais fundo que conseguirmos e esquecer que ele existe. Agora, ganha força o conceito de reutilizar o carbono para os mais diversos fins trazendo ele de volta para a cadeia de produção.


Vem de Ontário, no Canadá, uma dessas novas idéias, com a promessa de tornar mais limpa e sustentável a indústria do cimento, que sozinha emite cerca de 5% de todos os gases de efeito estufa do planeta.


A cimenteira de St. Marys se tornou a primeira do mundo a transformar suas emissões de CO2 em biomassa através de um processo utilizando algas. A idéia de usar algas para capturar CO2 não é novidade, mas somente recentemente os primeiros projetos com esse método começaram a sair do papel.


Pela tecnologia, desenvolvida pela empresa Pond Biofuels e com os detalhes ainda mantidos em sigilo, uma instalação é montada ao lado da cimenteira para servir de local para o crescimento das plantas. As algas são organismos com um desenvolvimento acelerado e que capturam quase o dobro de seu peso em CO2. Depois de saturadas de CO2, as algas são secas utilizando o próprio calor resultante da indústria e são então utilizadas como biomassa para gerar energia.
O processo ainda está na fase piloto, mas o presidente da Pond Biofuels comemora já poder colocá-lo em prática. “Para resolver o problema das emissões precisamos de uma solução industrial e não algo que funcione apenas em laboratórios. Em ambientes controlados você alcança resultados que muitas vezes são muito diferentes na vida real”, explicou Terry Graham.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Protocolo de Kyoto e Créditos de Carbono



A Central Prática realiza, em 15 de março, o evento Protocolo de Kyoto e Créditos de Carbono - Principais projetos e perspectivas. O objetivo é capacitar os profissionais da indústria, setor de energia, álcool (etanol), biodiesel (oleoginosas e gordura animal), agronegócio, que buscam o desenvolvimento técnico e financeiro de projetos, fase por fase, dentro das próprias empresas; bem como a geração de resultados significativos com aportes de investimentos, dentro dos parâmetros dos Projetos de Mecanismo Limpo (MDL), energia limpa/renovável e desenvolvimento sustentável.

O evento se destina a empresários das áreas de energia, etanol, biodiesel, saneamento, aterros sanitários, óleo e gás, agronegócio, meio ambiente, orçamento e gestão, recursos hídricos, ciência e tecnologia, entre outros. Diretores de empresas, gerentes de meio ambiente, economistas, investidores, advogados, coordenadores de projetos, especialistas na área sócio ambiental, consultores e representantes de orgãos públicos e privados.

Durante o evento serão debatidos temas como: Mudança Climática e Sustentabilidade; Panorama atual dos Projetos de Carbono no Brasil e no Mundo; Estruturações Financeiras para Energia Limpa, Créditos de Carbono, Etanol e Biodiesel; e cases de sucesso.

Fonte: http://www.ecopress.org.br/eco+watch/protocolo+de+kyoto+e+creditos+de+carbono

O que são Créditos de Carbono?



Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. A empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Estes certificados podem ser comercializados através das Bolsas de Valores e de Mercadorias, como o exemplo do Clean Air de 1970, e os contratos na bolsa estadunidense.


Fonte: http://www.revistaecoenergia.com.br/ed01n04.php