
A melhoria do Mecanismo de Desempenho Limpo (MDL) foi um dos temas abordados, durante o Seminário Pós - COP 15: A Política Nacional de Mudanças Climáticas, pelo diretor executivo da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão. Para ele, é extremamente importante o uso do etanol e da co-geração para contribuir com a redução de CO2. “Os países devem firmar metas de redução e mecanismos que incentivem a utilização da energia renovável. Ainda existem barreiras para a comercialização do etanol porque as tarifas impostas pelos Estados Unidos e Europa são altas demais. Enquanto que o Petróleo, que é um combustível fóssil e não renovável, circula livremente”, contou.
Nos Estados Unidos, a taxa é de R$ 0,04 pelo litro da commodity e na Europa, US$ 0,19. Cerca de 12 países produzem petróleo e mais de 100 cultivam cana. Se o mercado for estimulado, esses 100 países podem produzir etanol e desenvolver o setor agrícola. O diretor acrescentou que o etanol reduz em 90% a emissão de CO2. Desde a criação do Proálcool, o País deixou de emitir 600 milhões de toneladas de gás carbônico. O setor representa 16% da matriz energética brasileira (com a produção do etanol e da energia de biomassa).
O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, ministrou palestra com sugestões para solucionar problemas como o desmatamento, o acúmulo de lixo industrial, e o manejo inadequado do solo. “Além disso, precisamos substituir o combustível fóssil por energia limpa como a eólica, solar e de biomassa. Outro aspecto é a necessidade de melhorar a qualidade do diesel nacional em função dos altos teores de enxofre. O Brasil está na vanguarda porque tem a Lei 12.187/09 sobre política nacional de mudança climática, mas é preciso que todos estejam empenhados para preservar o meio ambiente”, enfatizou Cunha.



