
Pensando no CO2 como uma matéria-prima e não apenas como um resíduo, empresas desenvolvem processos que o tornam um elemento útil para a produção de biomassa, a fabricação de materiais de construção e até para a extração de petróleo.
As primeiras idéias que surgiram para solucionar o problema das emissões de dióxido de carbono (CO2) foram do tipo: vamos enterrar esse “lixo” o mais fundo que conseguirmos e esquecer que ele existe. Agora, ganha força o conceito de reutilizar o carbono para os mais diversos fins trazendo ele de volta para a cadeia de produção.
Vem de Ontário, no Canadá, uma dessas novas idéias, com a promessa de tornar mais limpa e sustentável a indústria do cimento, que sozinha emite cerca de 5% de todos os gases de efeito estufa do planeta.
A cimenteira de St. Marys se tornou a primeira do mundo a transformar suas emissões de CO2 em biomassa através de um processo utilizando algas. A idéia de usar algas para capturar CO2 não é novidade, mas somente recentemente os primeiros projetos com esse método começaram a sair do papel.
Pela tecnologia, desenvolvida pela empresa Pond Biofuels e com os detalhes ainda mantidos em sigilo, uma instalação é montada ao lado da cimenteira para servir de local para o crescimento das plantas. As algas são organismos com um desenvolvimento acelerado e que capturam quase o dobro de seu peso em CO2. Depois de saturadas de CO2, as algas são secas utilizando o próprio calor resultante da indústria e são então utilizadas como biomassa para gerar energia.
O processo ainda está na fase piloto, mas o presidente da Pond Biofuels comemora já poder colocá-lo em prática. “Para resolver o problema das emissões precisamos de uma solução industrial e não algo que funcione apenas em laboratórios. Em ambientes controlados você alcança resultados que muitas vezes são muito diferentes na vida real”, explicou Terry Graham.
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