segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novas Tecnologias Prometem a Reutilização de CO2




Pensando no CO2 como uma matéria-prima e não apenas como um resíduo, empresas desenvolvem processos que o tornam um elemento útil para a produção de biomassa, a fabricação de materiais de construção e até para a extração de petróleo.



As primeiras idéias que surgiram para solucionar o problema das emissões de dióxido de carbono (CO2) foram do tipo: vamos enterrar esse “lixo” o mais fundo que conseguirmos e esquecer que ele existe. Agora, ganha força o conceito de reutilizar o carbono para os mais diversos fins trazendo ele de volta para a cadeia de produção.


Vem de Ontário, no Canadá, uma dessas novas idéias, com a promessa de tornar mais limpa e sustentável a indústria do cimento, que sozinha emite cerca de 5% de todos os gases de efeito estufa do planeta.


A cimenteira de St. Marys se tornou a primeira do mundo a transformar suas emissões de CO2 em biomassa através de um processo utilizando algas. A idéia de usar algas para capturar CO2 não é novidade, mas somente recentemente os primeiros projetos com esse método começaram a sair do papel.


Pela tecnologia, desenvolvida pela empresa Pond Biofuels e com os detalhes ainda mantidos em sigilo, uma instalação é montada ao lado da cimenteira para servir de local para o crescimento das plantas. As algas são organismos com um desenvolvimento acelerado e que capturam quase o dobro de seu peso em CO2. Depois de saturadas de CO2, as algas são secas utilizando o próprio calor resultante da indústria e são então utilizadas como biomassa para gerar energia.
O processo ainda está na fase piloto, mas o presidente da Pond Biofuels comemora já poder colocá-lo em prática. “Para resolver o problema das emissões precisamos de uma solução industrial e não algo que funcione apenas em laboratórios. Em ambientes controlados você alcança resultados que muitas vezes são muito diferentes na vida real”, explicou Terry Graham.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Protocolo de Kyoto e Créditos de Carbono



A Central Prática realiza, em 15 de março, o evento Protocolo de Kyoto e Créditos de Carbono - Principais projetos e perspectivas. O objetivo é capacitar os profissionais da indústria, setor de energia, álcool (etanol), biodiesel (oleoginosas e gordura animal), agronegócio, que buscam o desenvolvimento técnico e financeiro de projetos, fase por fase, dentro das próprias empresas; bem como a geração de resultados significativos com aportes de investimentos, dentro dos parâmetros dos Projetos de Mecanismo Limpo (MDL), energia limpa/renovável e desenvolvimento sustentável.

O evento se destina a empresários das áreas de energia, etanol, biodiesel, saneamento, aterros sanitários, óleo e gás, agronegócio, meio ambiente, orçamento e gestão, recursos hídricos, ciência e tecnologia, entre outros. Diretores de empresas, gerentes de meio ambiente, economistas, investidores, advogados, coordenadores de projetos, especialistas na área sócio ambiental, consultores e representantes de orgãos públicos e privados.

Durante o evento serão debatidos temas como: Mudança Climática e Sustentabilidade; Panorama atual dos Projetos de Carbono no Brasil e no Mundo; Estruturações Financeiras para Energia Limpa, Créditos de Carbono, Etanol e Biodiesel; e cases de sucesso.

Fonte: http://www.ecopress.org.br/eco+watch/protocolo+de+kyoto+e+creditos+de+carbono

O que são Créditos de Carbono?



Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. A empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Estes certificados podem ser comercializados através das Bolsas de Valores e de Mercadorias, como o exemplo do Clean Air de 1970, e os contratos na bolsa estadunidense.


Fonte: http://www.revistaecoenergia.com.br/ed01n04.php